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Os 5 momentos mais desoladores do episódio 2 da segunda temporada de The Handmaid's Tale


A matéria contém spoilers da segunda temporada

A segunda temporada de The Handmaid's Tale voltou na última quarta (25) com episódio duplo, do segundo separamos os 5 momentos mais importantes de mais um episódio desolador da série. Leia ainda a review completa do episódio neste link.

1. A vida de June no Boston Globe

Nick envia June para um novo lugar seguro, e desta vez é em um conhecido prédio de Boston: a antiga sede do The Boston Globe. Durante o passeio dela (que fica na traseira de um caminhão aberto, deitada de costas pra baixo para evitar que alguém a veja), June reflete sobre sua situação atual: "Gilead está dentro de você, como o espírito do senhor. Ou o comandante ou um câncer." Não é uma perspectiva otimista, mas eu acho que nós não vimos as citações The Handmaid's Tale de Chicken Soup for the Soul.



As novas descobertas de June são tão interessantes quanto trágicas. Ela vasculha alguns dos cubículos do escritório, onde descobre lembranças da vida antes de Gilead assumir: canecas de café, bichos de pelúcia, um único salto alto. Mais tarde, ela se dirige para o andar inferior do edifício, que abriga a imensa prensa do jornal, bem como os resquícios sangrentos de um pelotão de fuzilamento - sangue e buracos de bala estão espalhados pelas paredes. Por causa disso, June perde a cabeça quando Nick diz que ela precisa ficar lá por algumas semanas. Ela pega as chaves e a arma e decide que vai tentar seguir sozinha para o norte, antes de pensar melhor. Eles ficam juntos da maneira mais quente possível (sexo contra a parede), e June é capaz de retomar um pouco do controle em seu relacionamento com Nick.

2. A vida de Emily como uma "Unwomen/ Não-Mulher"

Depois de roubar um carro e atropelar alguns soldados na primeira temporada, Emily é enviada para as Colônias. É uma paisagem desolada e árida, onde "mulheres traidoras do gênero" - uma mulher que foi determinada a ser inútil para as necessidades da República Gilead - são colocadas para limpar os campos tóxicos que estão lentamente envenenando-as até a morte. As ex-aias estão calvas, cobertas de feridas cheias de pus e seus dentes estão caindo. Emily, também, parece que ela envelheceu cerca de 10 anos desde a última vez que a vimos, com um rosto coberto de pele seca e rachada. Apesar das condições difíceis, as mulheres ali formaram um vínculo entre si. Emily age como a médica do grupo, distribuindo remédios roubados quando pode aos residentes mais doentes.

3. Um flashback de Emily antes de Gilead

Na primeira temporada, Emily menciona brevemente a June que ela tinha uma esposa e um filho, mas o flashback desse episódio nos dá uma imagem completa e angustiante de sua vida anterior. Começa com Emily lecionando em uma aula de biologia em uma universidade em Boston, onde encoraja suas alunas a continuarem com o curso. Infelizmente, seu histórico de telefone - que é de sua esposa e filho, Oliver - a deixa em apuros; aparentemente alguns alunos reclamam que a sexualidade dela não está criando um bom ambiente de ensino.

Seu chefe, um homem gay chamado Dan, diz que sente sua dor, mas informa que a escola não permitirá que ela lecione no próximo semestre. Ela desafiadoramente diz a ele que ela ainda vai fazer isso de qualquer maneira. Não muito depois de sua conversa, Dan é encontrado enforcado em uma corda fora da universidade. Não sabemos ao certo se ele mesmo fez isso, já que não vemos isso acontecer, mas como a palavra "faggot" é pintada sob o corpo dele, é seguro presumir que o início do reinado de terror de Gilead começou ali.

4. Tentativa da fuga de Emily

Uma vez que a universidade a expulsa, Emily e sua esposa, Sylvia, decidem que precisam ir para o Canadá o mais rápido possível. Elas chegam ao aeroporto e descobrem que está cheio de pessoas tentando fazer o mesmo, mas só a Sylvia e Oliver podem passar. Apesar de Sylvia ser canadense e Emily ser sua esposa, os funcionários do aeroporto dizem a elas que o casamento entre mulheres foi proibido no curto espaço de tempo que levaram para chegar lá. Emily com lágrimas diz a esposa para ir em frente sem ela para a segurança do filho, prometendo que ela vai encontrar uma maneira de reencontrá-los.

5. Uma visitante inesperada para as colônias

Uma ex-esposa anônima de um comandante, interpretada por Marisa Tomei, é enviada para as Colônias porque ela cometeu um pecado carnal. Ela diz a Emily que seu marido estava tão ocupado com a aia que ela começou um relacionamento com outra pessoa, mas afirma que se apaixonou e espera que Deus tenha pena dela. Nenhuma das mulheres aceita com carinho, especialmente quando ela se ajoelha ao lado da cama à noite e reza alto na frente de todas que estão lá. A princípio, parece que Emily se sente mal por ela quando compartilham uma conversa sobre suas vidas pré-Gilead (a personagem de Tomei diz que ela não apoiava os expurgos universitários e tinha era formada na universidade). Emily até oferece alguns de seus preciosos antibióticos a ela.

No entanto, logo fica claro que a misericórdia de Emily não se estende às mulheres que permitiram que Gilead prosperasse, e que o "remédio" que ela compartilhava era na verdade um veneno. A Esposa cai no chão, sufocando, com Emily diz a ela: "Algumas coisas não podem ser perdoadas... Você deveria morrer sozinha". No final do episódio, temos um vislumbre final de quão impiedosa Emily se tornou: a Esposa é encontrada pendurada em uma cruz do lado de fora nos campos tóxicos.


Mas e você, acha que mais algum momento desse grande episódio deveria ser lembrado? Comente!