Serena Joy é de longe uma das personagens mais intrigantes de The Handmaid's Tale, ela trilha um caminho muito estreito entre culpada e vítima, mas desde antes de Gilead já defendia o papel "imperativo" das mulheres em casa e cuidando dos filhos.

Na primeira temporada, "A Woman's Place" nos oferece um vislumbre da personagem, mais precisamente como ela era antes que o regime de Gilead a reduzisse a uma cidadã silenciosa e submissa que nem sequer pode ler. 

Ela já foi uma escritora muito respeitada, diferente da Serena do livro de Margaret Atwood. Serena lançou um livro, "A Woman's Place", que não é nada feminista.

Mesmo que você não possa ler o livro de Serena, é fácil ter uma noção do que ela estava tentando dizer, e como seus pontos de vista ajudaram a criar a prisão em que ela está agora em Gilead. Em um flashback, após uma discussão sobre seu primeiro livro e os benefícios do "feminismo doméstico", Serena conta ao marido que tem uma ideia para um segundo livro. Ela quer escrever sobre como a fertilidade pode ser usada como recurso e que a reprodução deve ser vista "como um imperativo moral". 

Para Serena e, para maioria da Esposas de Gilead, o papel de mulher dona de casa que só serve aos filhos é algo sagrado, "imperativo", já ilustrado muito bem em passagens bíblicas que são usadas como justificativa de Gilead. Mas o nascimento dessa sociedade teocrática mostra que quando você transforma palavras em ação, as coisas nem sempre acontecem como planejado.